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Massao Ohno, um dos maiores artistas gráficos brasileiros e editor de poesia abre
caminho nos anos 60 para a poesia paulista publicando a Antologia dos Novíssimos.
Lança Hilda Hilst e Roberto Piva, redefinindo não apenas o horizonte da poesia
brasileira contemporânea, mas revolucionando a estética e concepção gráficas no
Brasil, fato visível hoje nos livros lançados pelas mais importantes editoras do País.
Massao Ohno, o samurai das sombras, é um dos personagens mais importantes e ao
mesmo tempo menos conhecidos do cenário cultural brasileiro. Incorporou obras
de Manabu Mabe, Cyro del Nero, Arcangelo Ianelli, Aldemir Martins Wesley Duke
Lee, Jaguar, Millôr Fernandes, e Yutaka Toyota a seus livros, em capas ou ilustrações,
promovendo intenso diálogo entre a literatura e as artes visuais. Criou o livro-objeto. Calcula-se que tenha editado cerca de 800 livros, a maioria esgotados e hoje
itens de colecionador. Amigo de Glauber Rocha e Rogério Sganzerla, envolveu-se
na produção de O Bandido da Luz Vermelha. Massao, um filho de imigrantes, como
tantos brasileiros. Um homem com um sonho, com um ideal poético. Massao, artista,
transgressor, anti-convencional, catalisador das artes no Brasil. Massao, o homem-
livro.
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